quarta-feira, 26 de março de 2008

Um milhão de motivos!

Um dia lendo textos do Assis Brasil, escritor piauiense, havia um que retratava um momento triste da história dos brasileiros. Era 1950, final da copa do mundo no Maracanã, o povo esperava que a seleção Brasileira saísse campeã naquele ano. Lembrei que em 1998 a badalada seleção canarinho, derrotada pela seleção francesa, deixava nós brasileiros, feridos.
Ontem, o clima de copa do mundo também se instalou e engana-se quem pense que seria por causa de uma seleção canarinho. Era um clima de euforia, ansiedade, que todos nós sentíamos, piauienses, maranhenses, nordestinos... Como uma final de programa de tevê pode comover, emocionar, paralisar os indivíduos em torno de um prêmio que até o último instante não se tinha um real vencedor. Voltando a copa de 50, estava 1 a 1 e o Brasil só precisava do empate, tudo estava pronto, guarda de honra, entrega da copa ao capitão da seleção, gritos ensurdecedores da torcida...De repente, o silêncio. Perdíamos a Copa.
Ontem o Povo do Piauí, com seus rojões, bebidas e festas, aguardavam com todo fervor o anuncio que faria de sua filha mais ilustre e badalada do momento a mais nova milionária do Brasil. O BBB é um jogo de gente grande como diz o Bial, ela marcou 6 gols, mas nesse jogo, se agente leva um golzinho sequer... agente perde. Mas será que nossa Gyselle “Cajuína”, perdeu o Big Brother Brasil ou ganhou um milhão de motivos para comemorar?
Nesses últimos 79 dias que esteve na casa do BBB, Gyselle, se portou de forma tranqüila e quieta, o seu “silêncio gritante”, fez com que nos identificássemos com a sua história, sua personalidade forte e marcante. Gyselle ganhou como amigos, aliados e comparsas, o povo de seu Estado que com muita, oração e tanta coisa boa, acompanhou os passos dessa garota que nasceu na periferia de Teresina a caminho de uma tão sonhada volta pra casa.
Quando a porta do confinamento se abriu, ela foi a primeira a sair, estendeu os braços... mas ninguém a abraçou. Correu para o refúgio de sua família, aonde no calor dos braços de quem a amava, chorou. Bial parabeniza Gyselle, segunda colocada do programa. "Está feliz?", pergunta. "Estou, com minha família, sou a pessoa mais feliz do mundo", diz a cajuína... “Eu não tenho medo de trabalhar!”, compeltou.
Hoje acordamos com um sentimento de perda. Perdemos! Perdemos, sim! Estávamos todos juntos em torno da “Cajuína Cristalina”, nos sentíamos íntimos, amigos, companheiros e fieis na batalha até chegar a final do BBB 8. Hoje chove, parece que os Deuses não ficaram satisfeitos com a derrota de Gyselle, o dia amanheceu, frio... ao contrário dos dias ensolarados e quentes da “filha do sol do equador”.
Mas, como disse ela – Gyselle – tem sim, um milhão de motivos para comemorar. Nunca o Piauí esteve tão feliz, nunca o povo deste estado se sentiu tão valorizado, esquecemos a fome, a pobreza, o calor... esquecemos a corrupção. Mas nos unimos em torno de uma pessoa, de uma menina, que cativou nosso Brasil.
Gyselle volta para casa com milhões de amigos e fãs fieis... Volta para o seu Estado, o Piauí, que depois de quatro anos na França e 79 dias de luta, vai servir de berço para o descanso da Guerreira.
E nós piauienses, perdemos “o milhão”, pois nos sentíamos como parte do prêmio, mas ganhamos um milhão de motivos para comemorar, pois conseguimos nos tornar amigos e amantes de nosso Estado.
“Ao vencedor as batatas...”
A nós, uma “Cajuína Cristalina de Teresina, para nos orgulharmos.
Tenho orgulho de ser dessa terra tão linda, desse povo de lutas e amores...
Orgulho de nossa representante. Gyselle Soares.


José Antônio M. Neto
Picos, Piauí, Brasil
26 de março de 2008.

terça-feira, 25 de março de 2008

Carta a Ana Maria



Ana... ¿Porque no te callas?




Bom Dia Ana Maria! Antes de tudo, quero afirmar a minha satisfação em tê-la todos os dias pela manhã, "sentada do sofá da minha casa", conversando comigo. Eu e minha família acompanhamos sua trajetória de vida, e por isso nutrimos em nosso coração uma admiração por vossa pessoa. Sou PIAUIENSE, 20 quase 21 anos, estudante de direito, trabalho para pagar a faculdade e minha mãe sustenta a casa, pois somos só ela, minha irmã e eu. Ontem como de costume todos na sala assistiam ao ‘Mais Você’, e ficamos um pouco chateados com sua posição em relação a sua "colocação", em torno de uma "opinião", para essa reta final do BBB8, bem, como disse e reafirmo o carinho que sinto por você Ana.

Mas gostaria de lhes dizer nomes de pessoas, para que daí possa continuar meu raciocínio. Vamos aos nomes: Ivete Sangalo, Tom Cavalcante, Didi (Renato Aragão), Chico Anísio, Claudia Leite, Wagner Moura, Lázaro Ramos, Jorge Amado, Ariano Sussuassuna... Meu Deus, quantos nordestinos ajudam e ajudaram no crescimento desse país! Você deve estar pensando, esse menino é louco?

Ana, só quero te mostrar que do nordeste brasileiro, saíram – fugindo da seca que os afeta, ou partindo para realizar sonhos - ídolos nacionais assim como anônimos que construíram grandes metrópoles como São Paulo.

Bem, ontem você não entendia o “por quê” de GYSELLE ser tão querida. Pois esse mero, simples, pobre e humilde estudante vai te explicar...

A GY, vem de uma terra sofrida, iluminada por fortes e quentes raios solares, que brilham todos os dias na terra que é "filha do sol do equador"... De gente sofrida, trabalhadora, que luta por sonhos e ideais... A GY é querida porque soube, com sua “quietude”, falar com os olhos (tem palavras mais bonitas dos que as ditas pelo olhar?), soube nos falar com palavras que saíram de seu coração e como uma leve brisa, suave, conquistou o Brasil. É a Cajuína Cristalina de Teresina.

Mas como pergunta Bial: Qual o segredo de Gyselle? "O Segredo" é a lei da atração.
Ela atrai os olhares, atrai os sentimentos e guarda-os em seu olhar, que por meio de um reflexo, nos mostra a realidade dura e sofrida de seu povo. Gyselle é a representação perfeita da mulher nordestina. Foram quatro anos na França, saiu de seu Estado com a "cara e a coragem" de lutar por um sonho e um ideal. Ana Maria, você que já lutou contra um Câncer, sabe que é importante lutar pelo que se acredita, e nós acreditamos na "vitória da guerreira", acreditamos que um milhão não é o maior prêmio que ela conquistou (ou irá conquistar), isso mesmo, um milhão não é nada perto do orgulho do povo nordestino e principalmente o povo dessa terra, o Piauí, que teve sua alto-estima, confiança, respeito e moral, resgatada por conta de uma simples "cajuína cristalina". Despeço-me. Afirmando: CREMOS NA VITÓRIA DA GUERREIRA.

José Antônio Monteiro Neto
Picoense, Piauiense, Brasileiro.
25 de Março de 2008




Palavra do Blogueiro: "Bom, infeliz, seria um adjetivo pequeno comparado
ao comentário frio e diabólico de nossa querida Ana Maria Braga,
mas meu amigo ZEN disse tudo... Acorda menina...!"

sábado, 15 de março de 2008

A mais nova de DPh'*'

Vem ai...


A mais nova crônica...


É tudo tão pouco!



de Denilson Pereirah


Aguarde...