Um dia lendo textos do Assis Brasil, escritor piauiense, havia um que retratava um momento triste da história dos brasileiros. Era 1950, final da copa do mundo no Maracanã, o povo esperava que a seleção Brasileira saísse campeã naquele ano. Lembrei que em 1998 a badalada seleção canarinho, derrotada pela seleção francesa, deixava nós brasileiros, feridos.
Ontem, o clima de copa do mundo também se instalou e engana-se quem pense que seria por causa de uma seleção canarinho. Era um clima de euforia, ansiedade, que todos nós sentíamos, piauienses, maranhenses, nordestinos... Como uma final de programa de tevê pode comover, emocionar, paralisar os indivíduos em torno de um prêmio que até o último instante não se tinha um real vencedor. Voltando a copa de 50, estava 1 a 1 e o Brasil só precisava do empate, tudo estava pronto, guarda de honra, entrega da copa ao capitão da seleção, gritos ensurdecedores da torcida...De repente, o silêncio. Perdíamos a Copa.
Ontem o Povo do Piauí, com seus rojões, bebidas e festas, aguardavam com todo fervor o anuncio que faria de sua filha mais ilustre e badalada do momento a mais nova milionária do Brasil. O BBB é um jogo de gente grande como diz o Bial, ela marcou 6 gols, mas nesse jogo, se agente leva um golzinho sequer... agente perde. Mas será que nossa Gyselle “Cajuína”, perdeu o Big Brother Brasil ou ganhou um milhão de motivos para comemorar?
Nesses últimos 79 dias que esteve na casa do BBB, Gyselle, se portou de forma tranqüila e quieta, o seu “silêncio gritante”, fez com que nos identificássemos com a sua história, sua personalidade forte e marcante. Gyselle ganhou como amigos, aliados e comparsas, o povo de seu Estado que com muita, oração e tanta coisa boa, acompanhou os passos dessa garota que nasceu na periferia de Teresina a caminho de uma tão sonhada volta pra casa.
Quando a porta do confinamento se abriu, ela foi a primeira a sair, estendeu os braços... mas ninguém a abraçou. Correu para o refúgio de sua família, aonde no calor dos braços de quem a amava, chorou. Bial parabeniza Gyselle, segunda colocada do programa. "Está feliz?", pergunta. "Estou, com minha família, sou a pessoa mais feliz do mundo", diz a cajuína... “Eu não tenho medo de trabalhar!”, compeltou.
Hoje acordamos com um sentimento de perda. Perdemos! Perdemos, sim! Estávamos todos juntos em torno da “Cajuína Cristalina”, nos sentíamos íntimos, amigos, companheiros e fieis na batalha até chegar a final do BBB 8. Hoje chove, parece que os Deuses não ficaram satisfeitos com a derrota de Gyselle, o dia amanheceu, frio... ao contrário dos dias ensolarados e quentes da “filha do sol do equador”.
Mas, como disse ela – Gyselle – tem sim, um milhão de motivos para comemorar. Nunca o Piauí esteve tão feliz, nunca o povo deste estado se sentiu tão valorizado, esquecemos a fome, a pobreza, o calor... esquecemos a corrupção. Mas nos unimos em torno de uma pessoa, de uma menina, que cativou nosso Brasil.
Gyselle volta para casa com milhões de amigos e fãs fieis... Volta para o seu Estado, o Piauí, que depois de quatro anos na França e 79 dias de luta, vai servir de berço para o descanso da Guerreira.
E nós piauienses, perdemos “o milhão”, pois nos sentíamos como parte do prêmio, mas ganhamos um milhão de motivos para comemorar, pois conseguimos nos tornar amigos e amantes de nosso Estado.
“Ao vencedor as batatas...”
A nós, uma “Cajuína Cristalina de Teresina, para nos orgulharmos.
Tenho orgulho de ser dessa terra tão linda, desse povo de lutas e amores...
Orgulho de nossa representante. Gyselle Soares.
José Antônio M. Neto
Picos, Piauí, Brasil
26 de março de 2008.
Ontem, o clima de copa do mundo também se instalou e engana-se quem pense que seria por causa de uma seleção canarinho. Era um clima de euforia, ansiedade, que todos nós sentíamos, piauienses, maranhenses, nordestinos... Como uma final de programa de tevê pode comover, emocionar, paralisar os indivíduos em torno de um prêmio que até o último instante não se tinha um real vencedor. Voltando a copa de 50, estava 1 a 1 e o Brasil só precisava do empate, tudo estava pronto, guarda de honra, entrega da copa ao capitão da seleção, gritos ensurdecedores da torcida...De repente, o silêncio. Perdíamos a Copa.
Ontem o Povo do Piauí, com seus rojões, bebidas e festas, aguardavam com todo fervor o anuncio que faria de sua filha mais ilustre e badalada do momento a mais nova milionária do Brasil. O BBB é um jogo de gente grande como diz o Bial, ela marcou 6 gols, mas nesse jogo, se agente leva um golzinho sequer... agente perde. Mas será que nossa Gyselle “Cajuína”, perdeu o Big Brother Brasil ou ganhou um milhão de motivos para comemorar?
Nesses últimos 79 dias que esteve na casa do BBB, Gyselle, se portou de forma tranqüila e quieta, o seu “silêncio gritante”, fez com que nos identificássemos com a sua história, sua personalidade forte e marcante. Gyselle ganhou como amigos, aliados e comparsas, o povo de seu Estado que com muita, oração e tanta coisa boa, acompanhou os passos dessa garota que nasceu na periferia de Teresina a caminho de uma tão sonhada volta pra casa.
Quando a porta do confinamento se abriu, ela foi a primeira a sair, estendeu os braços... mas ninguém a abraçou. Correu para o refúgio de sua família, aonde no calor dos braços de quem a amava, chorou. Bial parabeniza Gyselle, segunda colocada do programa. "Está feliz?", pergunta. "Estou, com minha família, sou a pessoa mais feliz do mundo", diz a cajuína... “Eu não tenho medo de trabalhar!”, compeltou.
Hoje acordamos com um sentimento de perda. Perdemos! Perdemos, sim! Estávamos todos juntos em torno da “Cajuína Cristalina”, nos sentíamos íntimos, amigos, companheiros e fieis na batalha até chegar a final do BBB 8. Hoje chove, parece que os Deuses não ficaram satisfeitos com a derrota de Gyselle, o dia amanheceu, frio... ao contrário dos dias ensolarados e quentes da “filha do sol do equador”.
Mas, como disse ela – Gyselle – tem sim, um milhão de motivos para comemorar. Nunca o Piauí esteve tão feliz, nunca o povo deste estado se sentiu tão valorizado, esquecemos a fome, a pobreza, o calor... esquecemos a corrupção. Mas nos unimos em torno de uma pessoa, de uma menina, que cativou nosso Brasil.
Gyselle volta para casa com milhões de amigos e fãs fieis... Volta para o seu Estado, o Piauí, que depois de quatro anos na França e 79 dias de luta, vai servir de berço para o descanso da Guerreira.
E nós piauienses, perdemos “o milhão”, pois nos sentíamos como parte do prêmio, mas ganhamos um milhão de motivos para comemorar, pois conseguimos nos tornar amigos e amantes de nosso Estado.
“Ao vencedor as batatas...”
A nós, uma “Cajuína Cristalina de Teresina, para nos orgulharmos.
Tenho orgulho de ser dessa terra tão linda, desse povo de lutas e amores...
Orgulho de nossa representante. Gyselle Soares.
José Antônio M. Neto
Picos, Piauí, Brasil
26 de março de 2008.








