quarta-feira, 30 de abril de 2008
Administração: Você sabe o que é?
quarta-feira, 9 de abril de 2008
terça-feira, 8 de abril de 2008
ISABELLA NÃO É UM CASO ISOLADO
Isabella foi jogada do sexto andar do prédio onde o pai morava com a madrasta e dois filhos do casal. Isabella sofreu lesões na bacia pela queda, mas ainda estava viva e segundo investigações confirmadas pela perícia criminal, tinha sinais de espancamento antes de ser jogada. Pulso quebrado, escoriações pelo corpo, corte na cabeça... Enfim, um quebra-cabeça!
A história comove, disso, não tenho dúvidas. O pai, a mãe e a madrasta se encontram num mistério de cinema? Não. No cinema, pelo menos aqui no Brasil, ele não daria tantos lucros, mas na nossa TV... Ah! Ai sim as coisas mudam...
Porém não me limito somente à TV, vamos por em xeque a mídia como um todo. Na carência de matéria, nós, jornalistas, desempenhamos um papel fundamental na repercussão que um caso deste tem ou não na sociedade ‘organizada’?!?.
Volto a questionar. Será mesmo que o caso de Isabella é único, ou melhor, é um furo de reportagem? Não. Este é só mais um, em que um ser indefeso, uma criança, sem nenhuma resistência, morre de forma cruel. E mais, algumas morrem e ainda estão vivas...
Vamos aos fatos!
Milhões de crianças morrem todos os dias, vitimas da fome, da miséria, de acidentes e da escravidão. Aqui no Piauí, multiplique todos os adjetivos que dei na ultima frase por dois... ou três...!
Particularmente, nunca caí de seis andares de um prédio, mas acho que deve doer. Acho não, tenho certeza. Mas, pensemos um pouco. Pra quê tanta comoção com um caso que pode está acontecendo na ponta do seu nariz. Claro que não, necessariamente, nessa ordem. Estão fazendo correntes de orações e outras tantas homenagens, por uma causa que, a meu ver, não vale a pena quando é somente pra lembrar ‘um dia ruim’.
E pasmem! Até a apresentadora Xuxa Meneguel chegou (sic) a divulgar uma carta em que condena os pais que batem em crianças, isso tudo para aproveitar o embalo midiático (por que não o fez antes?), numa alusão clara e objetiva de que o pai e coitada da madrasta – afinal madrasta é má em qualquer lugar do mundo, não é preciso apurar os fatos, já é culpada por antecipação – são os responsáveis pela morte de Isabella. Se forem mesmo, pra mim não será nenhuma novidade, afinal uma empresária foi presa um dia desses por torturar uma criança (sob alegação que estaria educando a menina), será que a mídia já esqueceu? Será que nós já esquecemos?
Volto a dizer, Isabella sofreu, porém, ser submetido à tortura todos os dias, ter pedaços da língua e unhas arrancadas com alicates, é morrer e estar vivo. E a mente dessa garotinha, meu Deus não quero nem pensar!
Para outros que não tiveram a mesma sorte (?) de Isabella, morrer e continuar vivo é ser abusado pelo próprio pai e guardar o segredo por medo da morte. Que morte? Guarda um segredo como este é o pior dos castigos. Sentir a mão de quem te dá comida, passar por seu corpo e ouvir ‘coisas’ que só se ouviria de um namorado (a), do seu pai, tio ou qualquer que seja, é humilhante! E nós? Continuaremos somente comovidos?
Milhões de Isabellas estão morrendo. E nós, brasileiros, somos acomodados. Acomodados de moral... Porque os bons costumes, esses, deixaram de existir faz tempo!
texto
DENILSON PEREIRAH
revisão
Ana Karina Sampaio
Palavra do blogeiro: "Não concorda comigo? Pois mande sua opinião: denilsonpavelino@hotmail.com . Eu aguardo!"
domingo, 6 de abril de 2008
É TUDO TÃO POUCO!

São vinte e três horas e trinta e cinco minutos de sábado, cinco de Abril. Há mais ou menos uma hora atrás, fiz um questionamento a um colega de estou dividindo apartamento. A resposta que recebi me deu inspiração para escrever estas linhas.
Antes de tudo, gostaria de deixar claro que está crônica tem um valor a mais do que as outras. Nela, procurei me inspirar em diversas opiniões de amigos e conhecidos, procurando mesclar seus pensamentos até, no meu entendimento, chegar a um ponto comum.
Das repostas que recebi, todas foram bastante satisfatórias. O pessoal estava com a língua afinada!
Não somos iguais. Novidade? Bom, acho que pra você pode até não ser, mas pra mim era, até uma hora atrás! E na verdade, isso é muito bom... Acho que não gostaria de conviver com o Denilson mandão e egoísta. Mas assim mesmo, estou perplexo com a capacidade humana de ser tão diferente.
“é tudo tão pouco quando temos conceito p todas as coisas!
as expectativas decepcionam as pessoas...
é como se víssemos um filme que alguém já contou o final.
abração!”
A.A.
“Naum é q tudo seja tão pouco... é q nós esperamos muito...”
F.R.
Verdade. Somos frutos de conceitos falidos, de seres humanos cansados de tentar mudar. E na espera de mudança, a frustração de não ter resultados deixa o ‘herói’ deprimido. Mas se não tivermos expectativas, como continuar? Alguém, sem esperanças, tem força pra lutar? Sim, é tudo tão pouco!
“As COISAS QUE ALMEJAMOS ÀS VEZES SE TORNA MUITO POUCO PELO SIMPLES FATO DE QUE MUITAS VEZES NÃO SABEMOS DAR VALOR AOS PEQUENOS FATOS Q NOS ACONTECEM... MUITAS VEZES PERDEMOS ALGUEM PQ NÃO FOMOS CAPAZ DE FAZÊ-LO FELIZ E APRENDER A DAR VALOR.
TUDO SE TORNA TÃO POUCO...”
M.S.
Verdade. Os pequenos fatos, ou atos, passam despercebidos e muitas vezes temos a coragem (ou seria covardia?!?), de olhar pra trás e fingir que nada aconteceu. Chamamos isso de prepotência. Acreditar que nada de bom virá de baixo, que coisas boas estão na extravagância diária ou na humilhação de pessoas que julgamos menos competentes. É! É tudo tão pouco!
“É tudo tão pouco... pq as pessoas não valorizam o que realmente vale à pena nessa vida, o amor e a entrega total! Mas as "coisas" são do tamanho que queremos que elas sejam...”
M.S.
O amor é um tema delicado, mas que na verdade se funde (cuidado com os trocadilhos pecaminosos, risos!) com a entrega total. Explico. Somos conduzidos desde mais novos, a optar por coisas de apego material e que nos dê o maior e melhor conforto. Isso com toda certeza nos faz um bem danado, não é? Não, não faz. Esse comportamento é canalizado também para o amor. Deixamos as oportunidades passarem por pura soberba. Não arriscamos. Somos covardes com nós mesmo. E no final nós f... mos! Ai... o que resta é pouco , muito pouco!
“Não sei se tudo é tão pouco... Denilson... de verdade... não penso que as coisas são poucas ou muitas... penso que elas são como devem ser... sei lá!!”
A.K.
Será que as coisas são como devem ser? Se fizermos uma retrospectiva na vida em relação a nossos erros, eles aconteceram por acaso? Não temos nenhuma parcela de culpa? Eu não acredito nisso. E falo por experiência própria que de todas as burradas que já fiz - e olha que não foram poucas – fui totalmente responsável. A vida é um circulo vicioso, se você deixar ela te levar. Claro que ninguém tem o controle total, mas existe sim, como evitar alguns tropeços. Afinal, tudo é tão pouco!







