Talvez esse seja um dos textos mais sem nexo que escrevo, mas é também o retorno a uma literatura mais pessoal.
Se fizer parte do mesmo grupo que me acha “fresco, vítima, fingido ou preguiçoso” pare de ler aqui. Aos que não, vamos lá...Grato!
Dez horas e trinta e nove minutos. Manhã de sexta-feira e estou na redação vendo as horas passarem. Ontem a noite foi dia de “feira”, um grande evento movimentou a cidade e não há necessidade de ir pra rua “correr” atrás de matéria, nosso estoque dá até pra segunda. Mas não é este o assunto que queria tratar.
Há dias, duas ou três semanas talvez, retornei a meus dias de intensa tristeza, impaciência, insônia, tremores e temores, de morte e de vida. É um sentimento pertinente. Eu sei que ele “vai passar”, é assim que todos dizem. Mas a questão não é “passar”, o problema é que sempre volta cada vez mais forte, sombrio. E a cada volta, sinto que estou me perdendo e tenho medo.
Chorar já não é o bastante. Estou seco, sem uma gota de vida. Tenho medo de decepcionar as pessoas que amo, pois sei que confiam em mim e me vêem como o futuro. Mas eu não tenho futuro. As horas passam e me olho no espelho e vejo um homem triste, feio, menos inteligente, mais sozinho, mais gordo, mais deformado. Meu sorriso é o meu disfarce, pois tudo se passa aqui, dentro de mim.
O medo é como um buraco que por mais que se jogue terra, entulho, não enche. É vazio. Minha solidão é minha melhor amiga, mas, às vezes, até os amigos precisam ir embora, só que ela não vai. Estou perdido, perdendo.
Às vezes estou tão distante da realidade que não consigo distinguir o que é real ou imaginário, mas consigo sabe quando estou vivo ou morto. Preciso de ajuda? Sim. Estou reconhecendo porque a cada dia esta mais difícil. E por essas e outras que escrevo, pois o espetáculo pode terminar e minha platéia não aplaudir.
Denilson Pereira Avelino
Onze horas e Vinte e Um minutos. Sexta-feira, Dois de Outubro de Dois Mil e Nove.
Se fizer parte do mesmo grupo que me acha “fresco, vítima, fingido ou preguiçoso” pare de ler aqui. Aos que não, vamos lá...Grato!
Dez horas e trinta e nove minutos. Manhã de sexta-feira e estou na redação vendo as horas passarem. Ontem a noite foi dia de “feira”, um grande evento movimentou a cidade e não há necessidade de ir pra rua “correr” atrás de matéria, nosso estoque dá até pra segunda. Mas não é este o assunto que queria tratar.
Há dias, duas ou três semanas talvez, retornei a meus dias de intensa tristeza, impaciência, insônia, tremores e temores, de morte e de vida. É um sentimento pertinente. Eu sei que ele “vai passar”, é assim que todos dizem. Mas a questão não é “passar”, o problema é que sempre volta cada vez mais forte, sombrio. E a cada volta, sinto que estou me perdendo e tenho medo.
Chorar já não é o bastante. Estou seco, sem uma gota de vida. Tenho medo de decepcionar as pessoas que amo, pois sei que confiam em mim e me vêem como o futuro. Mas eu não tenho futuro. As horas passam e me olho no espelho e vejo um homem triste, feio, menos inteligente, mais sozinho, mais gordo, mais deformado. Meu sorriso é o meu disfarce, pois tudo se passa aqui, dentro de mim.
O medo é como um buraco que por mais que se jogue terra, entulho, não enche. É vazio. Minha solidão é minha melhor amiga, mas, às vezes, até os amigos precisam ir embora, só que ela não vai. Estou perdido, perdendo.
Às vezes estou tão distante da realidade que não consigo distinguir o que é real ou imaginário, mas consigo sabe quando estou vivo ou morto. Preciso de ajuda? Sim. Estou reconhecendo porque a cada dia esta mais difícil. E por essas e outras que escrevo, pois o espetáculo pode terminar e minha platéia não aplaudir.
Denilson Pereira Avelino
Onze horas e Vinte e Um minutos. Sexta-feira, Dois de Outubro de Dois Mil e Nove.







