Enquanto o fígado do império-protecionista não cai, a manipulação cultural continua. Assistindo a mais um reality-show musical da nossa atrasada TV brasileira, percebi mais uma jogada arrasadora e covarde da cultura norte-americana querendo ganhar mais 190 milhões de alienados. Não, eu não sou um vidente. Alias essa é a afirmação mais óbvia que já escrevi.
O problema não está na forma como Tio Sam e suas trupes se infiltram em terras tupiniquins, mas sim, por onde eles entram. ‘De maneiras quê’ como diz um homem ‘aculá’, se tivéssemos fronteiras midíaticas blindadas e bem guardadas, esses gringos nem ao menos chegariam perto de nós, ‘índios high tech’.
Então vejam só, o programa sobre o qual cito foi tirado de uma serie teen, que posteriormente virou musical. No Brasil, A SELEÇÃO vai protagonizar o filme com o mesmo tema. Até ai, nada a declarar. O problema aparece, quando, na adaptação brasileira, o grupo, dono do formato do programa, impõe aos nossos ‘jovencitos’ a forma de vestir, de falar, de cantar e até o estilo ‘emo-brega’ de ser dos personagens, que, sinceramente me dão enjôos.
E pior, a TV onde A SELEÇÃO é veiculada tem histórico de importação cultural bem extenso. Quem não lembra da trilogia mexicana das três Marias, e o menino que sempre leva uns cascudos do velho rabugento com cara de macaco? Ou as séries que são transmitidas todas as vezes que o dono da TV resolve mudar de programação e não tendo nada a oferecer tasca mais um enlatado americano.

Elas riem porque não sabem como seus antepassados morreram
É de encher, literalmente o saco... De tanta porcaria cultural?!?! Enquanto nossos filhos brincam de ser Super-man, Power Ranger ou algum mutante da vida, nossos verdadeiros heróis se debatem em seus túmulos esquecidos.
A maioria, coitada, nunca ouvira falar em Tiradentes, Pedro I, Ulisses Guimarães, Chico Buarque... Mas ai paira a pergunta... qual a importância destes?
Respondo utilizando a cultura americana como base. O amor! Sim! O amor! Ora, as bases culturais americanas são impenetráveis. Quem vai morar lá, têm se que submeter ao regime de Bush, Clinton, Obama e Rice. O amor a bandeira e seus costumes estão em primeiro lugar nos corações, hoje, desatentos do império decadente. É esse mesmo amor que promove crescimento, mesmo que forçado do Dragão Asiático. O regime força os chinesinhos a amar sua pátria a todo custo e 1,5bi de pessoas movem o 3° setor. Resultado: barreira cultural impenetrável e soluções sociais aplicáveis a curto prazo.
No Brasil, os poucos que amam o país, podem ser chamados de sonhadores ou ‘sem noção’, mas nunca serão rotulados de burros. Pois a burrice está naquele que se baseia por uma realidade que não é a sua ou valores que na sociedade em que vive, são não podem ser postos a prova.
Estamos passando por um momento que na sociologia se chama processo, ou seja, caminhamos rumo ao progresso. E este, sem unidade ou caracterização nacional não existe.
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